Território // Vila Real
Entre a serra do Alvão e a serra do Marão, sobre o vale do Corgo, Vila Real é a porta de Trás-os-Montes: planalto, granito e caminhos que ligam aldeias há séculos.
Vila com foral de D. Dinis desde 1289. Capital de distrito. Terra da Casa de Mateus e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Fronteira natural entre o Douro vinhateiro e o planalto transmontano: o Douro fica do outro lado da varanda. Terra Norte corre para cá do Marão, em terra transmontana.
O gravel não foi trazido para cá. Sempre cá esteve: caminhos agrícolas, linhas férreas desativadas, estradões florestais de montanha. Terra Norte apenas os cataloga.
Terra Norte não atravessa Vila Real. Nasce dela.
Passeio cicloturista não competitivo. Não existem classificações, tempos oficiais, rankings nem pódios. As zonas de corte são um instrumento de segurança. O tracker não gera classificações.
LER O REGULAMENTO →Três Andares // Um Percurso
Três andares de clima e de terreno entre a partida e a meta. A saída desce ao vale do Corgo antes de começar a subir. O desenho exato fica guardado: o GPX publica-se em simultâneo para todos, dias antes da prova.


O Referente // Camilo Castelo Branco
Escreveu Amor de Perdição em 1861, preso na Cadeia da Relação do Porto. A dureza fez-se matéria literária: a sua obra é o registo de um território que não perdoa e não mente.
Terra Norte corre sobre a sua geografia. Cada secteur é também uma página deste território.
Aleu! // O grito de Vila Real
O aleu era o pau do jogo da choca. Ceuta, 1415: D. João I procura quem governe a praça e vários recusam o cargo. D. Pedro de Meneses, que estava a jogar, oferece-se. Diz a tradição que respondeu que, com aquele aleu, lhe bastava. Governou Ceuta vinte e dois anos, e a palavra ficou no brasão de Vila Real.
Terra Norte é sem assistência: cada participante leva consigo o que precisa (Art. 9). Com o que levas, basta. Por isso o grito de Terra Norte é o da cidade.
Aleu!
O Decepado // Terra de Aguiar
Toro, 1 de março de 1476. Duarte de Almeida, alferes-mor de D. Afonso V, leva o estandarte real. Perde a mão direita e passa-o à esquerda. Perde a esquerda e segura-o com os braços e os dentes, até cair. A batalha ficou indecisa: os dois lados declararam vitória.
A tradição liga-o à Terra de Aguiar, a do Castelo de Pena de Aguiar, por onde a Terra Norte passa. Camilo escreveu sobre ele nas Noites de Insónia, e contestou a lenda de que morrera na miséria.
Vozes do Distrito // Três Dimensões
Terras de Jales // A Terra Mineira
Antes do granito e do gado, o ouro. E antes do mapa atual, um concelho: Alfarela de Jales, com foral de 1220, extinto em 1853 e repartido entre Vila Pouca de Aguiar e Murça. Ficou o nome, repetido em oito aldeias do planalto, e ficou o ouro: os romanos abriram Tresminas e Jales, e em Campo de Jales extraiu-se ouro até 1992, nas últimas minas de ouro em atividade em Portugal.
Ouro, Água, Vento // O território que trabalha
Primeiro o ouro: os romanos abriram Tresminas e Jales. Depois a água: em 1894, o Corgo acendeu em Vila Real a primeira central hidroelétrica portuguesa de serviço público. Hoje o vento, no Alvão e na Padrela. Os caminhos que servem as eólicas são agora secteurs da Terra Norte.
A Maronesa // O Emblema
O emblema de Terra Norte é uma maronesa. Raça bovina autóctone das serras do Alvão e do Marão, de onde herda o nome, moldada por séculos de montanha: rústica, segura no terreno difícil, feita para durar. Nenhum símbolo descreve melhor o que se pede a quem corre aqui.
Alvão // Território do Percurso
O turismo diz: visite. Terra Norte diz: o percurso passa aqui.
Miradouro // Vista de cima
Milhares de quilómetros a reconhecer este território, sempre de bicicleta, em todos os rumos. Sessenta por cento ficou de fora.
A Edição Zero é uma síntese: a aventura que resume o rumo que queremos seguir.
Uma primeira aventura. Uma história por contar.
Oito rumos. Um traçado.
Lugares // Território
Como Chegar // Vila Real
“Para cá do Marão, mandam os que cá estão.”